Depois das polêmicas envolvendo as biografias não autorizadas, temos os musicais não autorizados.


Nos últimos tempos o gênero musical têm tomado conta dos teatros brasileiros, com musicais que vão desde grandes produções da Broadway à homenagens a ícones da música brasileira.

Cazuza; Eliz Regina; Tim Maia entre muitos outros musicais fizeram sucesso por onde passaram, sendo aclamados não somente pelo publico, mas também pela crítica especializa, porém uma montagem em especial tem chamada a atenção nos últimos dias, antes mesmo da estreia ( a estreia do musical acontece hoje, 13 de março, uma semana após a morte do cantor chorão completar 2 anos).

Familiares do cantor Chorão e Champion criticam a montagem que busca contar a história do Charlie Brown Jr. , banda “extinta” em 2013 com a morte dos músicos.

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Intitulado “Dias de Luta, Dias de Glória” o roteiro do musical tenta contar a trajetória da banda de Santos,  porém é justamente este o responsável por toda polêmica.

Segundo familiares, semanas antes da estreia que acontece hoje, tiveram acesso ao roteiro do espetáculo e não concordam com a forma que alguns pontos da trajetória dos músicos é retratado.

O principal ponto de discórdia é referente a maneira como a vida amoroso do músico Chorão é retratado e segundo os familiares, não tiveram a oportunidade de colaborar com o roteiro do musical.

Thais Lima, primeira mulher do vocalista e mão de seu filho, Alexandre de 24 anos, que autorizou a montagem do musical é personagem da peça.

Vivida pela atriz Carolina Oliveira, a personagem divide as atenções da trama com Chorão ( interpretado pelo cantor DZ6), o baixista Champion e outra personagem, uma fictícia de nome Gabriela.

Segundo o diretor do espetáculo Bruno Sorrentino, no roteiro, Gabriela é uma personagem fictícia que “representa todas as mulheres que passaram pela vida de Chorão depois da fama”. O nome Gabriela lembra Graziela Gonçalves, que foi casada com o Chorão por 15 anos, até meses antes da morte.

A produção diz que Graziela não virou personagem porque, ao ser procurada, declarou que só seria representada se recebesse remuneração, o que segundo a produção não seria possível por falta de recursos, porém Graziela nega ser este o motivo.

Segundo Graziela,  não autorizou o uso de seus dados biográficos e da sua vida íntima com Chorão por não concordar com a forma distorcida e rasa com que foi retratada no texto e que  caso seja o mesmo texto que à foi enviado para aprovação entrará na justiça.

Ela diz que foi contatada há cerca de duas semanas, após o espetáculo estar montado e com estreia marcada.

Outra que não concorda com o musical é a mãe de Champion, que afirma ser totalmente contra, estando indignada pois até agora – segundo ela –  ninguém à procurou para falar do seu filho; qual a parte dele nessa história. Conta que ficou sabendo do musical através da imprensa há duas semanas.

Para Ricardo Abrão, irmão de Chorão , “quem gostava de Charlie Brown tem que boicotar a peça, já que se trata de mentira”.

Segundo Abrão, nem ele nem sua mãe foram consultado e diz que ficou sabendo do musical através de um amigo, procurou Sorrentino para saber mais e foi ignorado porém segundo o diretor, ele tentou “uma comunicação cordial” com ele.

Dados os fatos, as polêmicas que envolviam as biografias não autorizadas chegaram ao mundo dos musicais e resta saber até onde vai o direito sobre a imagem de um artista e o direito de criação.

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