Maitê Proença vive mulher sádica na nova trama das 23h, que estreia amanhã

Em ‘Liberdade, Liberdade’, atriz interpreta a contraditória Dionísia, que abusa sexualmente dos escravos

Fetiche à base da chibata. Para saciar seu apetite voraz, a nova personagem de Maitê Proença, Dionísia, usará seus escravos como objetos sexuais em ‘Liberdade, Liberdade’, nova trama das 23h da Globo, no ar amanhã.

“Ela é uma mulher com fortes contradições. Ama os protocolos aristocráticos, as regras da corte, é extremamente católica, mas submete os escravos às práticas sexuais que ordena. E quando não sai do jeito que quer, manda para o pelourinho”, descreve a atriz, que não chega a defini-la como ninfomaníaca: “Isso não. Ela faz como quem toma um chá, por considerar aquelas pessoas propriedades. Ela comprou, então faz o que bem entende. Quando está um pouco tensa ou teve um aborrecimento, manda fazer do jeito que gosta”.

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Primeira atriz a aparecer nua numa novela — há 30 anos em ‘Dona Beija’ (da extinta TV Manchete) —, Maitê, hoje, condena o excesso de nudez na dramaturgia. “Acho que houve abusos e aí o público não gosta, porque ele sente que está sendo usado: ‘Acham que sou bobinho e por causa desse peito vão me pegar para a audiência’. E, de fato, aconteceu muito disso, uma vulgarização no uso da nudez. É bom fazer quando aquilo vai contribuir com a cena, quando não é só um mecanismo de caçar público”, pontua ela, que vai protagonizar takes ousados na trama do século 18.

“Mas sem apelo, com elegância”, garante o diretor Vinicius Coimbra. “As cenas serão mostradas de forma verdadeira e contida ao mesmo tempo, como eram as relações naquela época”, deixa claro o autor Mario Teixeira.

Apesar de bater ponto na senzala, Dionísia tem preferência pelo escravo Saviano (David Junior), uma espécie de amante fixo. Mas ele ama Luanda (Heloísa Jorge) e, por conta desse sentimento, o casal, quando descoberto, será severamente castigado pela patroa, que também carrega marcas do passado. As cicatrizes foram causadas pelas surras que levava do ex-marido. “Ela tentou matá-lo, mas não conseguiu. O que lastima muito. Dionísia sofria violência física noite após noite”, revela a atriz.

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Maitê acredita, mesmo que de forma indireta, que as agressões sofridas pela personagem servirão de alerta para as mulheres que ainda hoje são torturadas pelos companheiros: “A melhor maneira de as pessoas pensarem sobre as coisas é ouvindo histórias. Sempre foi assim desde que o mundo é mundo. Essas são as que ensinam e é mais legal dessa maneira porque as pessoas traçam relações com a vida delas, mas sem uma imposição. A escravidão que ainda existe é a da mulher em grande parte do mundo, inclusive do lado de casa. Muitas são obrigadas a ficar com homens que as espancam porque não têm o que comer. É um problema sério”, pontua.

Irmã de Raposo (Dalton Vigh) e tia de criação de Joaquina/Rosa (Andreia Horta), com quem terá embates por causa da selvageria com que trata os negros, Dionísia promete escandalizar, tanto pelas práticas sexuais, quanto pela crueldade: “Os escravos eram tratados como objetos mesmo. As senhoras eram capazes de atitudes absolutamente violentas, mas também podiam ser românticas. É o conteúdo humano que move as pessoas. Desejo não tem sexo”, reforça o autor.

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Aos 58 anos, dona de uma beleza rara, a atriz se sente à vontade para voltar a exibir as curvas em rede nacional. “Estou bem (fisicamente), vocês não acham?” Sem dúvida, Maitê.

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