Com tatuagens e unhas falsas, Leonardo Vieira se destaca como feiticeiro em “Os Dez Mandamentos”


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Com um visual que lembra o de um khal saído diretamente de “Game of Thrones”, Leonardo Vieira aparece quase irreconhecível em “Os Dez Mandamentos – Nova Temporada”. Na sala de maquiagem, o ator gasta algumas horas para produzir as tatuagens do feiticeiro Balaão (inclusive uma que toma boa parte das costas), que duram cerca de três dias. Mas economiza tempo nas unhas postiças, sugestão do galã, acostumado a aparecer de cara limpa em novelas como “Renascer”, “Sonho Meu”, “Os Mutantes” e “Vidas em Jogo”.

“Vou para casa com elas todo dia, é bem difícil sair. Achei melhor para economizar tempo tanto na hora de sair quanto de chegar e achei que tinha a ver com o personagem. Digo que 70% do Balaão é caracterização, os outros 30% são meus, a alma”, diz.

Leonardo-Vieira

O look, segundo o ator de 47 anos, é inspirado em personagens de jogos de RPG. O intérprete, que usa ainda dreadlocks e uma comprida barba postiça, garante que não levou um choque ao se ver no espelho. “O visual foi surgindo devagarzinho, você vai se acostumando. E o legal é que você vai construindo junto com a equipe”, afirma.

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Na trama de Vivian de Oliveira, o feiticeiro de Moabe trama nos corredores do palácio para destruir o rei Balaque (Daniel Alvim) e, para isso, manipula Betânia (Marcela Barrozo), com quem teve uma filha no passado. Nas redes sociais, os comentários que Vieira mais escuta são de que o personagem, convocado pelo rei para corromper os hebreus liderados por Moisés (Guilherme Winter), dá medo.

Mas ele diz não considerar o feiticeiro – que é citado na Bíblia, mas ganhou uma história própria na novela – um cara do mal. “Como ator, não posso julgar. O fato de ele atirar criancinhas na fogueira faz parte da cultura deles, que são pagãos. Tenho que acreditar naquilo. Só a visão de fora, de outra cultura, de outra civilização, faz ver isso como uma coisa muito ruim. Para a gente é um absurdo”, analisa.

Carisma

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E existe outro elemento na personalidade de Balaão que, crê Vieira, o protege de ser odiado pelo público. “Ele tem um certo carisma. Hoje em dia as pessoas estão se identificando tanto com o lado sombrio, a gente vê isso na rua, nas atitudes do cotidiano. As pessoas não têm mais vergonha de ter inveja, despejam isso na internet, um ódio gratuito. As pessoas torcem pelo personagem mau”, opina.

O ator não acredita que a aproximação com Betânia, agora casada com o rei, não vá modificá-lo.
“Para mim, ela é um joguete na mão dele, é só isso. Ele não tem essa relação de afeto, de amor com as pessoas. Ele fala: ‘Eu não me apego às pessoas para sofrer. Se eu tiver que me livrar de alguém, seja quem for, eu me livro’. A intenção dele é o poder, ele diz para a rainha (Elda, vivida por Francisca Queiroz) que os dois reinariam muito bem. Ele é um cara ambicioso”, diz ele, já recuperado de uma crise de estresse que o afastou temporariamente das gravações.
“Estávamos vindo de uma sequência de trabalho muito difícil, muitos dias sem parar. Fiz todos os exames, coração, sangue, chapa de pulmão, está tudo ótimo. Mas está valendo a pena fazer esse personagem”, conta.
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