“Eu tinha certeza que iria morrer… Ele apontou a arma para minha cabeça e puxou o gatilho”, disse Ana Hickmann

Muito emocionada, apresentadora falou pela primeira vez sobre os momentos de terror que viveu na tarde de sábado (21) em Belo Horizonte

Ana Hickmann em entrevista ao Domingo Espetacular | <i>Crédito: Instagram

Ana Hickmann falou pela primeira vez sobre o atentado que sofreu na tarde de sábado (21) em Belo Horizonte, Minas Gerais. A apresentadora concedeu entrevista ao repórter Vinícius Dônola, do programa Domingo Espetacular, da rede Record, e detalhou os momentos de terror que viveu sob a mira de um revolver calibre 38 do jovem Rodrigo Augusto de Pádua, 30 anos, que se dizia apaixonado por ela. Em delirio, o fã acreditava ter um relacionamento com ela.

O suspeito estava no corredor do 9º andar do hotel, rendeu o cunhado de Ana, Gustavo, e ordenou que ele o levasse até o quarto da apresentadora. O fã fez Ana, o cunhado e sua mulher de reféns e obrigou os três a se sentarem de costas para ele. Em determinado momento, Rodrigo apontou a arma para a cabeça de Ana e puxou o gatilho, o tiro acabou atingindo Giovana (a bala entrou pelo abdômen e desceu até a perna). O cunhado então entrou em luta corporal com o agressor, recuperou a arma e atirou no fã, que não resistiu.

Giovana ainda está internada e passará por outra cirurgia para a retirada da bala, que está alojada no fêmur. Ela não tem previsão de alta.

Trecho de áudio do momento 

Confira alguns trechos da entrevista:

“Quando abri a porta do quarto, vi meu cunhado com um rapaz atrás. Ele estava armado e apontou o revolver para mim. Na hora que ele entrou, a primeira coisa que passou na minha cabeça era um assalto, um arrastão. Só que ele veio pra cima de mim, começou a me humilhar e dizer que eu sabia quem ele era. Ele disse que eu tinha acabado com a vida dele. Esse jovem queria me matar. Ele falou que eu não prestava, que eu correspondia ao amor dele e que de repente parei de falar com ele. Esse rapaz usava palavras pornograficas e me ameaçava o tempo todo. Já passei por situações de assalto, mas dessa vez eu tinha certeza que eu ia morrer. Nunca pensei que alguém pudesse sentir isso por mim. Pelo fato de eu não ser dele, eu não seria de mais ninguém”.

“É dificil de acreditar que aquela cena, as palavras, o tiro aconteceram. Giovana ainda está em estado delicado, mas se Deus quiser vai sair disso. Eu estava dentro de um filme de terror digno de Oscar”.

“Eu dizia: moço, eu não sei seu nome. Me ajuda a lembrar. E ele falava: ‘Você sabe sua piranha quem eu sou. Confessa o que a gente teve, vai! É o unico jeito de você sair viva daqui. Eu tentava argumentar e dizia que eu tinha filho pequeno. Mas ele continuava: O Alexandre? Ele é bom, mas você merece morrer.”

“Enquanto eu e meu cunhado tentávamos argumentar com ele, minha cunhada rezava o tempo todo. Eu comecei a ficar muito nervosa, de repente ele apontou mais uma vez a arma em direção a minha cabeça e puxou o gatilho. Não sei como, eu caí em cima do colo da minha cunhada. Nessa hora, ele se aproximou e atirou duas vezes, mas pegou na Giovana. Levantei com um quente do rosto, meu cunhado gritou para corrermos e pulou para cima dele”

“Eu ouvi os dois primeiros tiros, acho que minha cunhada jogou o corpo pra cima de mim, foi ela quem me protegeu. Saímos correndo, nos olhamos para ver se tinha sangue na gente e como ela estava com roupa escura não vimos.  Nesse momento um funcionário me puxou para um outro quarto e não vi mais ninguem”

“Eu vejo rede social como uma forma de interagir e posto coisas da minha vida para mostrar alegria, se for pra me esconder, então era para eu trocar de profissão”

“Fui salva pelo meu cunhado e alguém lá em cima que gosta muito da gente. Papai do céu me protegeu, se nao fosse meu cunhado segurar ele, meu marido teria buscado três cadáveres no IML para enterrar”

“Não sei como ele descobriu o hotel que estava, ele planejou tudo isso. Após tudo, eu queria realmente saber quem era aquele cara. Busquei as imagens na internet e em uma delas, eu reconheci o rapaz. Era um cara que tinha bloqueado há alguns meses. Falei com minha equipe, ele usava palavras baixas, xingava e achamos melhor bloquear”

“Quero minha cunhada bem, sã, inteira, vão ficar cicatrizes, mas para mostrar que tivemos uma segunda chance. Escapamos juntas”

“Eu tentei ter raiva dele, mas ao mesmo tempo não consegui, tudo que senti foi pena. Eu só posso entender que isso é loucura. Onde ele estiver que busque consolo e serenidade. Espero que ninguém nunca passe por isso”.

 

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