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Série ‘Supermax’ vai mistur reality show com mutilações a sangue frio

Trama ainda tem seres sobrenaturais e disputa por R$ 2 milhões em um presídio de segurança máxima

Uma perna amputada a sangue frio, um homem enforcado em uma cela e uma figura demoníaca cheia de intenções escusas. Esses serão só alguns dos perrengues que 20 condenados, entre eles Cleo Pires, Mariana Ximenes e Erom Cordeiro, vão passar no presídio de segurança máxima, de ‘Supermax’, série que estreia em outubro na Globo.

“Todos os 12 protagonistas (depois entrarão mais oito participantes) tiveram um processo de imersão intenso. Eles fizeram coreografias de lutas, foram levados ao limite extremo, aprenderam a serem jogados contra a parede e a serem estrangulados. O público irá se surpreender com o desempenho deles”, destaca o diretor José Alvarenga Jr.

Na história, 12 criminoso são levados para um presídio de segurança máxima no meio da Floresta Amazônica para participar de um reality show. Todos têm em comum o objetivo de ganhar R$ 2 milhões. Mas para isso, eles precisam lutar pela sobrevivência, contra o próprio passado e forças sobrenaturais.

Para dar um efeito mais realista, foi construída uma tenda de 11 metros de altura e, dentro dela, ergueram um presídio fictício de nove metros. Antes de desmontá-lo, a Globo convidou alguns jornalistas para conhecer detalhes da prédio e da produção. (veja a coordenada)

São três andares e 800 metros quadrados, portas comandadas eletronicamente e 11 câmeras, além de profissionais do ‘Big Brother Brasil’, para dar agilidade.

A produção mistura reality show com thriller policial, além de flertar intensamente com outros gêneros como drama, romance e ação. “Quando tivemos a ideia de que seria um reality, pensamos que seria legal ter um cara como o Bial como apresentador. Aí pensamos: ‘E se chamássemos o Bial?’ A ideia pareceu absurda, mas aí peguei o celular e liguei para ele e ele topou”, gaba-se Alvarenga.

A trama foi criada por Fernando Bonassi, Marçal Aquino e Alvarenga. Mas chegou um momento em que eles precisavam de coautores para ajudar em temas que não dominavam, como Bráulio Mantovani contribuindo na parte policial e de ação, Raphael Draccon, com literatura fantástica, Dennison Ramalho e Juliana Rojas, com as tramas de terror. Além deles, Raphael Montes e Carolina Kotscho também integram o grupo de coautores.

Com uma pegada que lembra ‘American Horror History’, ‘True Detective’ e a franquia ‘Jogos Mortais’, além do livro ‘E Não Sobrou Nenhum’, de Agatha Christie, Bonassi diz que a produção trabalha com elementos já visitados pela dramaturgia. “Não tem escapatória. O que interessa é ter a possibilidade de propor algo minimamente original, um cruzamento. Não é uma série de prisão, usamos o modelo de reality e combinamos com o confinamento em uma prisão e várias situações vão surgindo”, destaca o autor.

Alvarenga frisa que houve total liberdade para criar. Raphael Montes integra o coro: “Achávamos que a Globo não toparia muitas ideias. Mas foi tudo feito. Pudemos sair dos lugares mais comuns do drama e melodrama”, empolga-se. A narrativa do seriado será linear e é bom que os telespectadores fiquem atentos aos detalhes, pois algumas respostas serão esclarecidas cinco ou sete episódios depois. “Isso é uma novidade na narrativa e implica que o público fique muito atento ao que está sendo exibido na frente dele. As pessoas gostam de correr atrás, o que um viu e o outro não viu. Não haverá reinteração como em outras produções, ninguém fica recontando a história”, avisa o diretor.

A equipe de efeitos visuais é responsável pelo personagem todo criado no computador, um demoniozinho — muito similar ao Sméagol/Gollum, personagem do filme ‘Senhor dos Anéis’ — com textura e voz macabra, que interage com os participantes com frases de efeito. Como a produção está toda gravada, Alvarenga diz que procurou formas de evitar que o final vazasse. “A gente fez um final interativo. Quem ficou no set, fui eu, outro diretor, um câmera, o fotógrafo e os quatro atores. Fizemos isso para segurar qualquer vazamento, só quatro pessoas viram o que aconteceu naquele set, além de nós”, salienta.

Um jornalista “quase” preso

Entrar no presídio de segurança máxima, colocar o uniforme e caminhar em direção à cela não é fácil. Nem quando é de ficção. Mesmo sabendo que eu estava ali para fazer uma matéria, foi difícil não me deixar levar pelo realismo ali criado. Paredes escuras, pouca ou nenhuma luz, escada imponente, celas sujas, sons arrepiantes, e uma porta de chumbo que divide a cama — acompanhada de uma latrina e chuveiro — com o hall do 1º andar. Confesso que não consegui ficar muito tempo na cela, cuja cama era bem confortável, diga-se de passagem. O medo maior era que, por algum engano, ou jogo da produção, a porta fosse fechada e eu passasse vergonha gritando a plenos pulmões um “me tira daqui!” digno de cinema ou comédia pastelão. Feliz que não precisei.

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