Novos tempo: Em novo momento, Globo deixa lado prepotente e se mostra mais flexível


Nos últimos tempos a Rede Globo tem surpreendido ao deixar de lado toda arrogância que outrora à dominava, passando a aderir uma política mais flexível com os que saem da emissora e assinam contrato com a concorrência.

Em passado não muito distante, a emissora carioca agia como se estivesse acima do bem e do mal, e tentava neutralizar a saída de pessoas de seu casting ameaçando que se caso assinasse com outra emissora, entraria para a “lista negra” da emissora.

Como diz o ditado popular, nada como um dia após o outro, e hoje, com a perda de grande parte do prestígio que a emissora fazia questão de ostentar, adotou-se uma outra política. Política esta que beneficia os artistas, que possuem uma maior liberdade para escolher seus papéis, seja em qual emissora for, sem medo de represálias futuras.

Um exemplo dessa nova “flexibilidade” é o fato de a atriz Elizângela, no ar atualmente em “A Terra Prometida” da Rede Record já possuir data para voltar ao ar na Globo: abril de 2017.

Ela estará em “À Flor da Pele”, novela de Glória Perez que substituirá na faixa das 21h “A Lei do Amor”, que estreia em outubro na vaga de “Velho Chico”.

É a primeira vez que uma atriz com contrato em vigência e no ar em uma emissora concorrente é dada como certa no elenco de uma novela da Globo. Elizângela, que tem vínculo por obra com a Record, já combinou seu retorno com executivos da Globo. “A Terra Prometida” termina no final deste ano, antes do início das gravações da futura novela das nove.

O escalação da atriz de 61 anos para “À Flor da Pele” marca uma evolução nas relações da Globo com seus contratados e com a concorrência. Nos anos 1980 e 1990, artista que saía da Globo não voltava mais.

Nos últimos anos o vaivém de atores da Globo para a Record, e vice-versa, passou a ser tolerado. Em 2015, Zécarlos Machado entrou na novela “Além do Tempo” poucos meses após seu personagem morrer em “Os Dez Mandamentos”. Ele esteve nos créditos de duas novelas de emissoras rivais ao mesmo tempo.

Em julho, a Record antecipou em um mês o fim do contrato de Cristina Pereira para que ela possa entrar em “Haja Coração”.

Nada como a perda da hegemonia para colocar a Rede Globo em seu devido lugar, mostrando que ela é apenas mais uma emissora de televisão brasileira.

 

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